E agora Alex…
Bom, eu tinha jurado para mim mesmo que não ia escrever nada de pessoal nesse troço.
Mas aí o vento muda de direção, tudo cai e me vejo aqui desfiando minhas desventuras.
Perdi o meu emprego.
Pois é, minha empresa está passando por uma mudança estratégica e eu passei de funcionário contratado a freelancer. Na verdade voltei a ser freelancer.
Eu entrei lá para fazer um freela de 3 meses, o volume de trabalho era grande e eu acabei dando conta do recado. O pessoal gostou do meu trabalho e acabei contratado, mas agora a empresa precisa de mais uma pessoa de vendas, não daria para manter dois e meu salário ficou grande demais para eles. Passei de funcionário estratégico a problema, loucuras desse mundo dos negócios. E acabei aceitando a proposta de ser demitido e voltar para os freelas, agora em minha própria casa. O que me faz pensar nos rumos tortos que nossa vida parece tomar na hora que precisamos de mudanças.
Eu há algum tempo estudava mudar de emprego e tinha decidido que a minha praia era mesmo a internet. Onde eu trabalhava fazia design gráfico, web, arte finalização, manutenção básica nos computadores, ajudava nas vendas, fazia café e costurava para fora... sabe como é empresa pequena.
Pois então em uma entrevista que eu fui chamado fui surpreendido com a frase:
"o seu perfil é bem mais de Web né!?"
Coisa simples de perceber. Mas que eu não tinha me tocado ainda.
Sou um Weber!! - Como eu chamo quem trabalha com web.
Estranho isso, eu deveria ter percebido isso tem bastante tempo. E tomei uma decisão: Vou trabalhar só com Web. E comecei a procurar trabalhos somente na área. Mandei e-mails, entrei em contato e as coisas estavam caminhando, até que vem a bomba: To sem emprego.
Todas as dúvidas do mundo tomaram lugar na minha cabeça, agora eu não posso mais ficar escolhendo demais, agora eu tenho que pegar o que surgir.
Será?
Será que é essa a solução? Pegar a primeira coisa que pintar para garantir o do aluguel? Eu acho que não.
Eu estava lendo a coluna da Catunda na Webdesign, e ela dizia uma coisa assim. Que às vezes a gente tem que dizer não para se dar bem depois, para se preservar e etc.
Mas no meu caso o que está rolando agora é que eu deixei em stand by todos os planejamentos de carreira que envolviam dinheiro, investimento. Vai saber quando vai pintar outro trabalho. Nesse meio tempo fico nessa vida de freela. Não tenho estômago para viver só disso. Admiro que consegue mas não é para mim. Doidera mesmo.
Sei lá, você fica meio perdido, você tinha planos e de repente aquilo muda de figura e o que estava planejado fica em segundo plano.
Pude tirar algumas conclusões. A primeira que essa coisa de estabilidade não existe. Mesmo que a gente se desvire, dê o máximo pode acontecer algo que te puxa o tapete. A segunda é que estranhamente hoje em dia você estudar muito pode te complicar. Se sua empresa não consegue te acompanhar com benefícios, cedo ou tarde a relação patrão-empregado acaba, ou você arruma outra coisa ou vai começar a ganhar menos do que merece. É claro que isso acontece nas empresas menores, nunca trabalhei em empresa grande e realmente não tenho conhecimento de como é a relação. A gente fica caro. Estranho isso.
Mas na verdade o que importa dessa coisa toda é que agora eu posso fazer o que mais gosto. Tomar de volta o rumo da minha carreira.
Os chineses dizem muito bem quando usam a mesma palavra para escrever crise e oportunidade. Eu sempre falei isso, mas agora eu sinto na pele. São oportunidades que estão pintando, algumas muito boas.
Então é isso.
PS.: Falando em oportunidade, eu entrei em um projeto ontem muito legal, uma ONG que está começando e que estava precisando de alguém de internet. Eu me propus a ajudar e entrei nessa. O nome da ong é Instituto Olenka e cuida de doenças genéticas raras. Esse projeto vai ser feito com todo cuidado e eu vou postando algumas coisas aqui sobre ele.Quem está no Orkut pode dar uma olhada na comunidade. Tá começando mas vai ter boas referências lá.




